quarta-feira, 27 de abril de 2011

2.ª Fase do Concurso Nacional de Leitura

A 2.ª Fase do Concurso Nacional de Leitura que será realizada dia 27 de Abril na Biblioteca Municipal da Figueira da Foz tem como objecto de estudo as obras “GRAÇAS E DESGRAÇAS DA CORTE DE EL-REI TADINHO de Alice Vieira e “Aventuras de João Sem Medo” de José Gomes Ferreira.
Biografia de José Gomes Ferreira
José Gomes Ferreira (1900-1985), poeta e ficcionista, nasceu no Porto. Em 1924, formou-se em Direito. Entre 1925 e 1929 foi cônsul na Noruega. Após o seu regresso a Portugal enveredou pela carreira jornalística. Colaborou em vários jornais e revistas, como a Presença, Seara Nova e Gazeta Musical e de Todas as Artes. Lutador antifascista, começa em 1931 a sua longa carreira de «poeta militante», «misto de cavaleiro andante, profeta, jogral, vate, bardo, jornalista, comentador à guitarra de grandes e horríveis crimes», como ele mesmo se qualificou. Em 1961 foi galardoado com o Grande Prémio de Poesia da Sociedade Portuguesa de Escritores. Na área da ficção escreveu O Mundo Desabitado (1960), Aventuras de João Sem Medo (1963), Imitação dos Dias (1966), Tempo Escandinavo (1969) e O Enigma da Árvore Enamorada (1980). Em 1961 foi galardoado com o Grande Prémio de Poesia da Sociedade Portuguesa de Escritores. O seu livro de reflexões e memórias A Memória das Palavras (1965) recebeu o Prémio da Casa da Imprensa.
Resumo da obra “Aventuras de João Sem Medo”
Em Aventuras de João Sem Medo: panfleto mágico em forma de romance, narrativa publicada inicialmente no ano de 1933, José Gomes Ferreira conta a história de um rapaz que vivia na pequena aldeia de Chora-Que-Logo-Bebes, vizinha à Floresta Branca, “onde os homens, perdidos dos enigmas da infância, haviam instalado uma espécie de Parque de Reserva de Entes Fantásticos”. Ninguém da povoação se atrevia a penetrar na floresta, não só por causa do altíssimo muro que fora construído em redor da mata, mas também porque os habitantes eram criaturas desanimadas, temerosas e tristes, que só viviam a lamentar-se. A única pessoa daquele lugar que tinha temperamento alegre e destemido era justamente o João, conhecido por todos como João Sem Medo. Foi ele quem desafiou a proibição expressa de entrar no Parque. Para o desespero de sua mãe, o rapaz escalou o alto obstáculo e iniciou uma longa jornada floresta adentro, durante a qual deparou com os seres cada vez mais fantásticos e enfrentou as situações mais inusitadas. Narradas em ritmo vertiginoso, em que as ações se sucedem rapidamente, sem dar tempo de reflexão ao leitor, as aventuras vividas por João Sem Medo estão repletas de seres vegetais, minerais, animais, entre outros objetos antropomorfizados ou simplesmente biotecnológicos. Além de estranhas criaturas, também os lugares e os ambientes descritos são os mais inusitados possíveis e dão lugar a situações também fantásticas. No final João Sem Medo voltou para sua aldeia natal e tentou modificar o comportamento melancólico da população. Como não conseguiu, criou uma forma de tirar vantagens pessoais da situação.



Biografia de Alice Vieira
ALICE VIEIRA nasceu em 1943 em Lisboa. É licenciada em Germânicas pela Faculdade de Letras da Universidade de Lisboa. Em 1958 iniciou a sua colaboração no Suplemento Juvenil do Diário de Lisboa e a partir de 1969 dedicou-se ao jornalismo profissional. Desde 1979 tem vindo a publicar regularmente livros tendo, actualmente editados na Caminho, cerca de três dezenas de títulos. Recebeu em 1979, o Prémio de Literatura Infantil Ano Internacional da Criança com Rosa, Minha Irmã Rosa e, em 1983, com Este Rei que Eu Escolhi, o Prémio Calouste Gulbenkian de Literatura Infantil e em 1994 o Grande Prémio Gulbenkian, pelo conjunto da sua obra. Recentemente foi indicada pela Secção Portuguesa do IBBY (International Board on Books for Young People) como candidata portuguesa ao Prémio Hans Christian Andersen. Trata-se do mais importante prémio internacional no campo da literatura para crianças e jovens, atribuído a um autor vivo pelo conjunto da sua obra. Alice Vieira é hoje uma das mais importantes escritoras portuguesas para jovens, tendo ganho grande projecção nacional e internacional. Várias das suas obras foram editadas no estrangeiro.
Resumo da obra”GRAÇAS E DESGRAÇAS DA CORTE DE EL-REI TADINHO”

No Reino das Cem Janelas vivia sua majestade El – rei Tadinho . Era conhecido pelas suas ideias luminosas.
Num dia de muita chuva, ouviram-se fortes pancadas na porta principal do palácio, mas ninguém se atrevia a ir ver quem era. De repente, entrou pelo palácio dentro um enorme dragão de cinco cabeças, dizendo que o tinham deixado à chuva e só os perdoou quando sua majestade lhe deu a mão de sua filha em casamento.
Então, El-rei Tadinho, como não tinha filhas, foi pedir ajuda à bruxa do Reino das Cem Janelas. O acordo foi que, mal o dragão chegasse, a bruxa ia tentar interceder por El-rei Tadinho.
Quando o dragão entrou na sala, a bruxa foi tentar explicar-lhe o sucedido, mas o dragão, antes que ela começasse a falar, levou-a dali para fora, pensando que era a sua noiva desapareceu com ela.
Foi a meio de um Conselho de Ministros, que sua majestade declarou, que o Reino das Cem Janelas precisava de uma bruxa. Porém, decidiram publicar um anúncio no jornal dizendo: “ Bruxa precisa--se ”. Passado algum tempo, depois de receberem milhares de cartas, encontraram a bruxa ideal, Riquezas que era a feiticeira, mas passou por bruxa. Foi com ela que El-rei Tadinho passou por muitas crises, casou e teve muitos filhos e filhas.
Havia uma princesa no Reino, que escrevia muito mal, com “rrr” e “hhh” a mais nas palavras. Até que a sua professora se cansou de lhe ensinar a escrever correctamente e foi para outra escola. O seu próximo professor tinha olhos azuis, era loiro e alto. Foi por ele, que a princesa se apaixonou. Então, ela decidiu escrever -lhe uma carta de amor, sem erros, a pedir-lhe em casamento. O professor, que dizia ser um príncipe encantado, afinal já era casado e pai de trinta filhos, antes de a bruxa lhe ter lançado a praga, por isso não podia casar com a princesa, deixando-a muito triste.
Reconto de “Os Dois Corvos”

Havia um casal de corvos. Estes corvos tinham o ninho no cimo de uma árvore que ficava perto da escola. Debaixo dessa árvore vivia uma cobra há muito tempo. Como a mãe corvo saía todas as tardes para ir às compras, a cobra aproveitava para comer os ovos do ninho.
O pai chegava e logo dizia que a mãe corvo tinha comido muito. Mas a mãe dizia-lhe que era a cobra que comia os ovos todos. O pai corvo resolveu ir pedir um conselho ao seu melhor amigo, o Senhor Mocho. Antes de ir falar com o mocho, a mulher disse-lhe que tinha que matar a cobra. O pai corvo e o mocho pensaram em fazer ovos falsos. Então o mocho convidou o pai corvo para almoçar, enquanto os ovos secavam na chaminé.
A mãe corvo, como sempre, foi fazer as suas compras, enquanto a cobra saiu do seu buraco e foi ao ninho do corvo comer os ovos.
Então pôs-se a gozar com os pais corvos e com o mocho. Mas depois começou a ter uma dor de barriga horrível. A cobra tanto se mexeu que enrolou o corpo na árvore. A mãe corvo chegou das compras e começou a ralhar com a cobra, até que chegou o pai corvo. Finalmente a cobra compreendeu a lição.
Mais tarde os corvos tiveram filhos e usaram a cobra para fazer o estendal para as fraldas dos bebés corvos.





Taveiro


Diogo André Mateus Carvalho

“A Bruxa Arreganhadentes”

Reconto de “A Bruxa Arreganhadentes”

Era uma vez três irmãos que estavam a brincar no quintal. A mãe veio e disse aos filhos:
- Podem brincar mas não vão para o bosque porque anda por lá a rondar uma bruxa com dentes de ferro! – E o mais velho disse baixinho:
- Vamos até ao bosque espreitar. - O mais novo achava que a mãe tinha razão e disse:
- Não, não! A bruxa pode comer-nos!
Mas os outros continuaram a andar. E ele teve de os seguir.
Quando chegaram, encontraram uma casa feita de ossos. Bateram à porta e viram uma velha de noventa anos, que os convidou para dormir uma noite na sua casa.
À noite, quando a velha foi ver se estavam todos a dormir, perguntou baixinho:
-Está alguém acordado? Está alguém acordado? – O mais novo disse:
-Estou eu! Estou eu!
-O que foi? - perguntou a bruxa um pouco zangada.
-É que a minha mãe, antes de dormir, dá-me: ovos estrelados, figos secos e água numa peneira! - respondeu ele.
Enquanto a bruxa muito irritada foi buscar à cozinha o que o rapaz lhe tinha pedido, ele acordou os irmãos dizendo que tinham de se ir embora rapidamente.
Os irmãos fugiram de casa da bruxa, mas ela tinha-se escondido atrás da porta e correu a apanhá-los. O mais pequeno lançou um sabão mágico que se transformou numa montanha de sabão e a bruxa ficou com os olhos a arder e a deitar bolas pela boca.
A bruxa, furiosa, lançou um feitiço mau e destruiu a montanha de sabão. Como o mais novo ainda tinha o pente mágico lançou-o à bruxa. O pente transformou-se num monte de árvores, mas a bruxa não desistiu e usou os seus dentes de ferro. Mordeu, mordeu, mordeu, até arrancar todas as árvores e continuou a correr. Mas, ainda lhe restava um objecto mágico: a faca.
Então, lançou-a à bruxa e ela transformou-se num buraco enorme. A bruxa começou a tremer porque não podia fazer nada e disse:
- Enganaram-me mas nunca mais voltam aqui!!!!!

Taveiro
Paulo Rafael Pereira Balhau

Escrever Faz Bem...

Recontos de alunos elaborados a partir das obras "A Bruxa Arreganhadentes" de Tina Meroto & Maurizio A. C. Quarello e "Os Dois Corvos" de Aldous Huxley, apresentadas pela professora bibliotecária aos discentes do 1.º CEB de Taveiro.

segunda-feira, 4 de abril de 2011

Cartaz da Semana da Leitura

cartaz semana da leitura