quinta-feira, 11 de dezembro de 2008

Parabéns, Manoel de Oliveira!



O cineasta Manoel de Oliveira faz hoje 100 anos!

É uma personalidade muito importante não só em Portugal, como uma figura de destaque e reconhecida no mundo do cinema.
Durante este mês vamos conhecer um pouco da sua vida.

Manoel Cândido Pinto de Oliveira nasceu a 11 de Dezembro de 1908, no Porto, mas apenas foi registado no dia seguinte. Filho de Cândida Pinto e Francisco de Oliveira, o primeiro fabricante de lâmpadas em Portugal, teve dois irmãos, Francisco e Casimiro, e dois meios-irmãos, estudou no Colégio Universal, no Porto, e num colégio de jesuítas perto de La Guardia, Galiza.Em 1929, Manoel de Oliveira começou a rodar o primeiro filme, "Douro, faina fluvial", com uma câmara oferecida pelo pai e com a ajuda do amigo e fotógrafo António Mendes. Além de diversos prémios e distinções cinematográficas, no plano oficial, Manoel de Oliveira recebeu em 1982 a Comenda da Ordem de Mérito da República Italiana e, no ano seguinte, foi condecorado Comendador da Ordem de Artes e Letras de França. Em 1989, recebeu a Comenda da Ordem do Infante D. Henrique pelo então Presidente da República Mário Soares e em 1997 foi distinguido como Grande Oficial de Mérito Nacional pela República e do Governo Francês.

quinta-feira, 4 de dezembro de 2008

As escolhas de...



Estamos na época de Natal e as ofertas são especiais!
Convidámos alguns membros da comunidade escolar a escolherem e a apresentarem um livro que tenham apreciado particularmente.
Durante este mês de Dezembro, o Autor do Mês vai dar lugar às Escolhas de…





A D. Isabel Gaspar já elegeu o seu livro favorito!
Vamos conhecê-lo?




Pedro, olhos de águia
Maria Teresa Maia Gonzalez



Colecção: Difel Júnior Profissão: Adolescente
Ano de Edição: 1998
Nº Páginas: 120
ISBN: 978-972-29-0862-7

Pedro nasceu numa família com um passado de fortuna e um nome conhecido: os Castelo Branco.O Pai tem uma vida de solidão, de prisão e de doença, tendo sido abandonado pela mulher que entretanto vive com um homem insignificante. Só o seu filho Pedro (o filho de quinze anos), vai ter a responsabilidade de o acompanhar nos três difíceis anos da prisão e nos meses seguintes à sua libertação.A autora, Maria Teresa Maia Gonzalez, tem um profundo conhecimento dos problemas dos jovens e relata, neste livro, o perfil de uma geração que soube encontrar os alicerces de ternura, tolerância e solidariedade. Existe uma demonstração clara de que ninguém pode respeitar os outros se não se respeitar a si próprio.As personagens Pedro, Susana, Marco e Vítor pertencem a um grupo social, cujo destino nos pertence também um pouco.



Todos nós devemos ter a capacidade de perdoar e ajudar os que nos são queridos.
Aconselho este livro a todos, principalmente, aos jovens. Não se vão arrepender!

D. Isabel Gaspar
Auxiliar de Acção Educativa

A obra que se segue foi a escolhida pela D. Cristina Oliveira. Leiam o seu comentário!


A Lua de Joana
Teresa Maia Gonzalez
Ano de Edição: 2001
Editor: Verbo
ISBN: 978-972-22-1633-3


Este livro fala-nos dos pais que tentam afastar os seus filhos de maus caminhos. É também para aqueles que pensam, que não caem em tentação.
É uma história da vida real - pode acontecer a qualquer um de nós, e em qualquer lugar.
Joana é uma rapariga que, ao ver a sua melhor amiga morta, por overdose, decide começar a escrever cartas para ela, para manter a sua memória viva.
Devido a uma família ausente, Joana, lentamente, começa a percorrer o mesmo caminho da sua amiga, pois não consegue dialogar com ninguém sobre a dor de perder uma amiga.
Ao lermos este livro, temos vontade de dar a mão a Joana, ao ver como ela se afunda, porque ela própria, que criticara a amiga, está a fazer o mesmo. Há tantas Joanas por esse mundo fora, a cair num poço sem fundo, e muitas não têm ninguém que as ajudem a sair dele, mas também as que, apesar do apoio incondicional, por vezes , tudo rejeitam.
Este livro é uma grande lição de vida para os pais, para que estes estejam mais atentos, porque os filhos não são só para despejar na escola, quanto mais tempo melhor e dar-lhes bens materiais para compensar a falta de Amor, Diálogo…
Temos que amar os nossos filhos, para isso o mais importante na minha opinião é dar-lhes toda atenção pois eles são o Bem mais precioso que possuímos.


Cristina Oliveira
Auxiliar de Acção Educativa

terça-feira, 11 de novembro de 2008

National Geographic | Novembro 2008


Gostámos muito do artigo "Redescobrir Leonardo".

Sabiam que o "Homem de Vitrúvio",desenhado em 1490, pode ser o auto-retrato de Leonardo da Vinci?




A nossa escola tem este "auto-retrato" no Bar dos Alunos: foi pintado pela professora de EVT - Isabel Pais - gostamos de parar e ficamos a observá-lo!




Não percam também o N.G. deste mês - adorámos a reportagem "Gigantes na Ilha de Santa Maria".
Sabiam que no último Verão foi avistado o MAIOR PEIXE do mundo repetidamente no arquipélago dos Açores?





A nossa BE tem esta revista para vocês descobrirem! Visitem-na também no site http://www.nationalgeographic.pt/

Trabalho elaborado por:

6ºB 6 - Gonçalo Moinhos
6ºB 7 - Jesse Lourenzo

quinta-feira, 6 de novembro de 2008

SOPHIA DE MELLO BREYNER ANDRESEN


Sophia de Mello Breyner Andresen (Porto, 6 de Novembro de 1919Lisboa, 2 de Julho de 2004) foi uma das mais importantes poetisas portuguesas do século XX. Foi a primeira mulher portuguesa a receber o mais importante galardão literário da língua portuguesa, o Prémio Camões, em 1999.
Tem origem
dinamarquesa pelo lado paterno. O seu avô, Jan Henrik Andresen, desembarcou um dia no Porto e nunca mais abandonou esta região, tendo o seu filho João Henrique comprado, em 1895, a Quinta do Campo Alegre, hoje Jardim Botânico do Porto. Como afirmou em entrevista, em 1993 [1], essa quinta "foi um território fabuloso com uma grande e rica família servida por uma criadagem numerosa".
Criada na velha aristocracia portuense, educada nos valores éticos e cristãos, foi dirigente de movimentos universitários católicos quando frequentava
Filologia Clássica na Universidade de Lisboa. Veio a tornar-se uma das figuras mais representativas de uma atitude política liberal, apoiando o movimento monárquico e denunciando o regime salazarista e os seus seguidores. Ficou célebre a sua Cantata da Paz "Vemos, Ouvimos e Lemos. Não podemos ignorar!" Casou-se, em 1946, com o jornalista, político e advogado Francisco Sousa Tavares e foi mãe de cinco filhos: uma professora universitária de Letras, um advogado e jornalista de renome (Miguel Sousa Tavares), um pintor e ceramista e mais uma filha que é terapeuta ocupacional e herdou o nome da mãe. Os filhos motivaram-na a escrever contos infantis.
Em
1964 recebeu o Grande Prémio de Poesia pela Sociedade Portuguesa de Escritores pelo seu livro Livro sexto. Já depois do 25 de Abril, foi eleita para a Assembleia Constituinte, em 1975, pelo círculo do Porto numa lista do Partido Socialista, enquanto o seu marido navegava rumo ao Partido Social Democrata.
Distinguiu-se também como contista (
Contos Exemplares) e autora de livros infantis (A Menina do Mar, O Cavaleiro da Dinamarca, A Floresta, O Rapaz de Bronze, A Fada Oriana, etc.). Foi também tradutora de Dante Alighieri e de Shakespeare e membro da Academia das Ciências de Lisboa. Para além do Prémio Camões, foi também distinguida com o Prémio Rainha Sofia, em 2003.
Sophia de Mello Breyner faleceu, aos 84 anos, no dia 2 de Julho de 2004 no
Hospital da Cruz Vermelha.
Desde 2005, no Oceanário de Lisboa, os seus poemas com ligação forte ao Mar foram colocados para leitura permanente nas zonas de descanso da exposição, permitindo aos visitantes absorverem a força da sua escrita enquanto estão imersos numa visão de fundo do mar.

Vamos viajar por excertos de algumas das suas obras.

“O rapazinho da casa branca adorava as rochas. Adorava o verde das algas, o cheiro da maresia, a frescura transparente das águas. E por isso tinha imensa pena de não ser um peixe para poder ir até ao fundo do mar sem se afogar. E tinha inveja das algas que baloiçavam ao sabor das correntes com um ar tão leve e feliz.”




“ Mas à noite, quando todos tinham adormecido, sentava-se de novo sozinho, à porta da sua casa, À espera de um sinal de Deus. Escutava os barulhos da noite, o suspiro do vento nas árvores, a voz do mar ao longe, respirava os perfumes da noite – cheiro da terra, aroma das flores, aroma do sândalo, cheiro distante do mar. Olhava sem fim o brilho das estrelas.”






“Que grandes são os meus olhos, que fino que é o meu nariz, que doirados que são os meus cabelos! Os meus olhos brilham como estrelas azuis, o meu pescoço alto e fino como uma torre.”





"Da árvore nascia um brilhar maravilhoso que pousava sobre todas as coisas. Era como se o brilho de uma estrela se tivesse aproximado da Terra. Era Natal e por isso uma árvore se cobria de luzes e os seus ramos carregavam de extraordinários frutos em memória da alegria que, numa noite muito antiga, se tinha espalhado sobre a Terra.”



“Diziam eles que as rosas eram flores sentimentais e fora de moda e que os cravos cheiravam a dentista.Tinham um grande desprezo pelas papoilas e pelos girassóis, que são plantas selvagens. E das flores urze e das flores de tojo do pinhal diziam que nem eram flores.”



“ Dorme, meu filhinho,
Dorme sossegado.
Dorme, que a teu lado
Cantarei baixinho.
O dia não tarda…
Vai amanhecer:
Como é frio o ar!
O anjinho da guarda
Que o Senhor te deu,
Pode adormecer
Pode descansar,
Que te guardo eu.”
















Dinamização
Clube dos Amigos da Biblioteca
6ºA Beatriz Fonseca
6ºA Rui Pancas

quarta-feira, 28 de maio de 2008

"A flor mais grande do mundo" de José Saramago

Y se las historias para niños fueram
de lectura obligatoria para los adultos?

Seriamos realmente capaces de aprender
lo que, hace tanto tiempo venimos enseñando?"

"A flor mais grande do mundo" de José Saramago
numa curta-metragem de Juan Pablo Etcheberry

sexta-feira, 23 de maio de 2008

quarta-feira, 2 de janeiro de 2008

21 dicas para conservar seus livros e sua biblioteca

  1. Grandes quantidades de livros são pesadas. Dê atenção à espessura das prateleiras.
  2. O livro deve ser constantemente manuseado. O virar das páginas oxigena o material, impede a acumulação de microrganismos que atacam o papel e colabora para que as folhas não fiquem ressecadas e quebradiças.
  3. Folheie rapidamente, mas cuidadosamente, o livro sempre que for colocá-lo de volta na prateleira. Isso vai arejá-lo.
  4. Não guarde os livros acondicionados em sacos plásticos, pois isto impede a respiração adequada do papel.
  5. Evite encapar os livros com papel pardo ou similar. Essa aparente proteção contra a poeira causa, na realidade, mais dano do que benefício ao volume em médio e curto prazo. O papel tipo pardo, de natureza ácida, transmite seu teor ácido para os materiais que estiver envolvendo (migração ácida).
  6. Faça uma vistoria anual. Retire todos os livros, limpe-os com um pano seco. Limpe a estante com um pano úmido. Evite passar produtos fortes do tipo lustra-móveis, já que seus resíduos podem infiltrar no papel.
  7. Deixe sempre um espaço entre estantes e parede. A parede pode transmitir umidade aos livros. E, com a umidade, surgem os fungos.
  8. Armários e estantes devem ser arejados. Estantes fechadas devem ser periodicamente abertas.
  9. Estantes de metal são preferíveis do ponto de vista da conservação dos livros.
  10. Não use clipes como marcadores de páginas. O processo de oxidação do metal mancha e estraga o papel.
  11. Em estantes de madeira, pense em revestir as prateleiras com vidro. Não use tintas a base de óleo.
  12. Bibliotecas devem ser frequentadas. Nem pense em porões. Baixa frequência de pessoas aumenta a insidência de insetos. Considere um tratamento anual contra traças.
  13. Não guarde livros inclinados. Aparadores podem mantê-los retos.
  14. Encadernações de papel e tecido não devem ser guardadas em contato direto com as de couro.
  15. Na prateleira, os livros devem ficar folgados. Sendo fáceis de serem retirados, duram mais. Comprimidos nas prateleiras, induzem a sua retirada de maneira incorreta, o que danifica as lombadas e fatalmente leva ao dano da encadernação. Livros apertados também favorecem o aparecimento de cupins.
  16. Quando tirar um livro da prateleira, não o puxe pela parte superior da lombada, pois isso danifica a encadernação. O certo é empurrar os volumes dos dois lados e puxar o volume desejado pelo meio da lombada.
  17. A melhor posição para um livro é vertical. Livros maiores devem ter prateleiras que permitam isso. Em último caso deixe-os horizontalmente, tomando-se o cuidado de não sobrepor mais de 3 volumes.
  18. Luz do sol direita nem pensar. O sol desbota e entorta as capas.
  19. Se for um livro antigo ou de algum outro valor ou de maior sensibilidade, lave as mãos antes de folheá-lo, já que mãos engorduradas contribuem para a aceleração da decomposição do papel. Evite umedecer as pontas dos dedos com saliva para virar as páginas do livro.
  20. Ao ler um livro, evite abri-lo totalmente, como por exemplo, em cima de uma mesa. Isto pode comprometer a estrutura de sua encadernação.
  21. Não utilizar fitas adesivas tipo durex e fitas crepes, cola branca (PVA) para evitar a perda de um fragmento de um volume em degradação. Esses materiais possuem alta acidez, provocam manchas irreversíveis onde aplicado.