A Câmara Municipal de
Coimbra promove, anualmente, através do SABE – Serviço de Apoio às
Bibliotecas Escolares da Biblioteca Municipal de Coimbra, e no âmbito da
Semana da Leitura (PNL), o concurso “Há Poesia na Escola”, dirigido às escolas
do concelho de Coimbra, de que já são conhecidos os premiados para cada um dos
níveis de ensino envolvidos: 1º, 2º e 3º Ciclo do Ensino Básico e Ensino
Secundário. E, em todos os níveis de ensino, o nosso Agrupamento teve premiados.
1º ESCALÃO - 1º Ciclo
2º lugar: Gustavo Filipe Magalhães
Mourinho (EB1 de Taveiro – 4º TAV - nº 14; AE Coimbra Oeste).
2º ESCALÃO - 2º Ciclo
3º lugar (ex aequo): Afonso
Lopes Correia (EB 2,3 de Taveiro – 6ºD – nº 1; AE Coimbra Oeste).
3º ESCALÃO - 3º Ciclo
3º lugar (ex aequo): Juliana Isabel
Salgado Marceneiro (EB 2,3 de Taveiro – 9ºD – nº9; AE Coimbra Oeste).
4º ESCALÃO - Ensino Secundário
2º lugar: Maria Inês Roque (ES
D. Duarte – 11º A – nº 21; AE Coimbra Oeste).
A celebração deste dia surgiu de uma
iniciativa do poeta, pedagogo e pacifista espanhol Llorenç Vidal. Desde 1964,
que a celebração deste dia pretende chamar a atenção de políticos, governantes,
pais, educadores e professores que é necessária uma educação permanente pela
Não-Violência e pela Paz; que é preciso educar para a solidariedade e para o respeito
pelos outros, porque “Uma vez que as guerras nascem na mente dos homens, é na
mente dos homens que deve edificar-se a paz” (Preâmbulo da Constituição da
UNESCO). Clica em https://drive.google.com/file/d/0B9IW7yrLvVFhNzhDM2VWVE45Mkk/view?usp=sharing e assiste a um PowerPoint feito pela docente Leonor Negrão, a partir do poema "A Paz", de Sidónio Muralha
Porquê
a escolha do dia 30 de janeiro? A escolha da data não foi escolhida ao acaso,
mas por que este foi o dia do assassinato de um dos maiores defensores da paz,
da não-violência, da justiça e da tolerância entre os povos: Mahatma Gandhi.
Considerado o pai da Índia, Gandhi foi um
homem de boa vontade que lutou, sem ódio, pela independência da sua pátria e
pela paz do mundo. Dentro do ideal de paz e não-violência que ele defendia, uma
de suas frases foi: “Não existe um caminho para paz! A paz é o caminho!”.
Para
Gandhi, a lei de ouro do comportamento é a tolerância mútua, já que nunca
pensaremos todos da mesma maneira, já que nunca veremos senão uma parte da
verdade e sob ângulos diversos.
Retirado de https://cyberteca.wordpress.com/2010/01/25/dia-escolar-da-nao-violencia-e-da-paz/
(Retirado de Internet)
Algumas
frases inspiradoras:
“As palavras de amizade e conforto podem ser
curtas e sucintas, mas o seu eco é infindável.” - Madre Teresa de Calcutá
"Não
há caminho para a Paz - a Paz é o caminho.” - Mahatma Gandhi
“Creio que a violência
apenas constrói
muros. A não-violência convida-nos a
desconstruir muros e construir pontes. Os muros que separam os homens não são
somente aqueles feitos de tijolo que dividem a terra para não partilhar.
Existem ainda muros dentro do coração
e do espírito dos homens. São muros de de desprezo, de rancor, de sentimentos
de medo. Os que honram a inteligência,
têm a coragem de
derrubar os muros e construir pontes que permitem que os homens se encontrem,
se reconheçam e se compreendam.” -Irina Bokova, Diretora-geral da UNESCO
"A paz vem de
dentro de ti próprio não a procures à tua volta." - Buda
"A paz não depende da outra parte mas sim
de quem decide vivê-la." - Autor desconhecido
"O que mais impressiona nos fracos é que
eles precisam humilhar os outros para se sentirem fortes." - Mahatma
Gandhi
"A paz é a qualidade mais fina da alma,
mas ela se desenvolve por meio da prática." -Mahatma Gandhi
" Perder a paciência é perder a
batalha."-Mahatma Gandhi
"A paz não pode ser mantida à força. Somente pode ser
atingida pelo entendimento." - Albert Einstein
"A paz é a única forma de nos sentirmos realmente humanos." - Albert Einstein
"A humanidade não pode libertar-se da violência senão por
meio da não-violência." - Mahatma Gandhi
(Retirado da Internet)
A Não-Violência e a Paz na Poesia
As palavras
São como um cristal,
as palavras.
Algumas, um punhal,
um incêndio.
Outras,
orvalho apenas.
(Retirado de Internet)
Secretas vêm, cheias de
memória.
Inseguras navegam:
barcos ou beijos,
as águas estremecem.
Desamparadas,
inocentes,
leves.
Tecidas são de luz
e são a noite.
E mesmo pálidas
verdes paraísos lembram ainda.
Quem as escuta? Quem
as recolhe, assim,
cruéis, desfeitas,
nas suas conchas puras?
Eugénio de Andrade, inO
Coração do Dia
(Retirado de Internet)
ODE À PAZ
Pela verdade, pelo riso, pela luz, pela beleza,
Pelas aves que voam no olhar de uma criança,
Pela limpeza do vento, pelos actos de pureza,
Pela alegria, pelo vinho, pela música, pela dança,
Pela branda melodia do rumor dos regatos,
Pelo fulgor do estio, pelo azul do claro dia,
Pelas flores que esmaltam os campos, pelo sossego dos pastos,
Pela exactidão das rosas, pela Sabedoria,
Pelas pérolas que gotejam dos olhos dos amantes,
Pelos prodígios que são verdadeiros nos sonhos,
Pelo amor, pela liberdade, pelas coisas radiantes,
Pelos aromas maduros de suaves outonos,
Pela futura manhã dos grandes transparentes,
Pelas entranhas maternas e fecundas da terra,
Pelas lágrimas das mães a quem nuvens sangrentas
Arrebatam os filhos para a torpeza da guerra,
Eu te conjuro ó paz, eu te invoco ó benigna,
Ó Santa, ó talismã contra a indústria feroz.
Com tuas mãos que abatem as bandeiras da ira,
Com o teu esconjuro da bomba e do algoz, Abre as portas da História, Deixa passar a Vida!
Natália Correia, in “Inéditos (1985/1990)”
As Mãos
(Retirado de Internet)
Com mãos se faz a paz se faz
a guerra.
Com mãos tudo se faz e se desfaz.
Com mãos se faz o poema - e são de terra.
Com mãos se faz a guerra - e são a paz.
Com mãos se rasga o mar. Com mãos se lavra.
Não são de pedras estas casas, mas
de mãos. E estão no fruto e na palavra
as mãos que são o canto e são as armas.
E cravam-se no tempo como farpas
as mãos que vês nas coisas transformadas.
Folhas que vão no vento: verdes harpas.
De mãos é cada flor, cada cidade.
Ninguém pode vencer estas espadas:
nas tuas mãos começa a liberdade.
Manuel Alegre
Não posso
adiar o amor para outro século
não posso
ainda que o grito sufoque na
garganta
(Retirado de Internet)
ainda que o ódio estale e crepite
e arda
sob montanhas cinzentas
e montanhas cinzentas
Não posso adiar este abraço
que é uma arma de dois gumes
amor e ódio
Não posso adiar
ainda que a noite pese séculos sobre as costas
e a aurora indecisa demore
não posso adiar para outro século a minha vida
nem o meu amor
nem o meu grito de libertação
Não posso adiar o coração
António
Ramos Rosa, in "Viagem Através de uma Nebulosa"
A Paz
A paz invadiu o meu coração
De repente, me encheu de paz
Como se o vento de um tufão
Arrancasse meus pés do chão
Onde eu já não me enterro mais
A paz fez um mar da revolução
Invadir meu destino; A paz
Como aquela grande explosão
Uma bomba sobre o Japão
Fez nascer o Japão da paz
Eu pensei em mim
Eu pensei em ti
Eu chorei por nós
Que contradição
Só a guerra faz
Nosso amor em paz
Eu vim
Vim parar na beira do cais
Onde a estrada chegou ao fim
Onde o fim da tarde é lilás
Onde o mar arrebenta em mim
O lamento de tantos "ais"
Gilberto Gil
Vídeo
de Michael Jackson intitulado "Heal the World", que nos mostra como se
constrói a paz para que possamos viver num mundo melhor:
Já sabes que, desde 14 de janeiro de 2014,
existe um Portal desenvolvido pela RTP,PortalEnsina (http://ensina.rtp.pt/). Este dedica-se ao
alojamento e à divulgação de conteúdos audiovisuais diretamente relacionados
com as diversas temáticas da área da Educação, vocacionados para todos os
alunos, desde o 1º ciclo do ensino básico ao ensino secundário, bem como para
professores, encarregados de educação e público em geral.
Ao fim de um ano de existência, já teve cerca de 600 mil visitantes.
Atualmente, apresenta um conjunto de novos conteúdos.
Agustina Bessa-Luís nasceu em Vila Meã, Amarante (região do Douro), em 1922. A sua infância e adolescência foram passadas nesta região, cuja ambiência marcará fortemente a obra da escritora.
Estreou-se como romancista em 1948 com a novela Mundo Fechado, cujo título atua como que uma espécie de definição de toda a sua produção literária e do próprio mundo de Agustina – na verdade, a ambiência das suas obras vive de «mundos fechados», bem como a sua própria escrita se encontra «fechada» a qualquer tentativa de contextualização, em termos de correntes, na história da literatura portuguesa. Manteve, desde então, um ritmo de publicação pouco usual nas letras portuguesas, contando até ao momento com mais de meia centena de obras.
Tem representado as letras portuguesas em numerosos colóquios e encontros internacionais e realizado conferências em universidades um pouco por todo o mundo.
Retirado de http://www.dglb.pt/sites/DGLB/Portugues/autores/Paginas/PesquisaAutores1.aspx?AutorId=8252
Prémios:
Agustina
recebeu quase todos os grandes prémios da literatura em Portugal:
Prémio
Delfim Guimarães (1953) - A Sibila
Prémio
Eça de Queirós (1954) - A Sibila
Prémio
Ricardo Malheiros, da Academia das Ciências de Lisboa (1966) - Canção
Diante de uma Porta Fechada
Prémio Nacional da Novelística (1967) - Homens e Mulheres
Prémio Adelaide Ristori (1975)
Prémio
D. Dinis, da Casa de Mateus (1980) - O Mosteiro
Prémio
do Pen-Club Português (1980) - O Mosteiro
Prémio D. Dinis (1981)
Prémio Cidade do Porto (1982)
Grande Prémio Romance e Novela (1983)
Grande Prémio do Romance e Novela da APE (1983) - Os Meninos de Ouro
Prémio RDP Antena 1 (1988) - Prazer e Glória
Prémio Seiva de Literatura (Companhia de Teatro Seiva Trupe), Porto (1988)
Prémio da Associação de Críticos (1993)
Prémio Municipal Eça de Queiroz (Câmara Municipal de Lisboa) (1994) - As Terras do Risco
Prémio Máxima da Literatura (1996) - Memórias Laurentinas e Party
Prémio Bordalo de Literatura (Casa da Imprensa) (1996)
Prémio da União Latina (1997) - Um Cão que Sonha
Grande Prémio do Romance e Novela (2001) - Jóia de Família
Prémio Vergílio Ferreira (2004)
Prémio
Camões (2004)
Outros Prémios:
Por ocasião do
cinquentenário da publicação deA Sibila, a 15 de
Outubro de 2004, foram entregues a Agustina Bessa-Luís as Chaves da Cidade do
Porto, pelo Presidente Rui Rio. (2004)
Prémio de Literatura do Festival Grinzane Cinema, Turim, Itália
(2005)
Distinções:
Ordem de Santiago da Espada (1980)
Medalha de Honra da Cidade do Porto (1988)
Officier de l’Ordre des Arts et des Lettres, atribuído pelo Governo
Francês (1989).
Honoris Causa:
Doutoramento Honoris Causa pela Universidade Lusíada, Porto (1999)
Doutoramento Honoris Causa pela Universidade do Porto (2005)
Doutoramento Honoris Causa pela Universidade Tor Vergata de Roma
(2008)
A 18 de janeiro de 2015, eis um artigo sobre Agustina no Observador (Brasil), bem demonstrativo da projeção desta mulher e escritora em terras de Vera Cruz:
Mostra com textos e fotografias aproxima Agustina Bessa-Luís do Brasil
Os painéis mostram fotos da escritora desde a infância até à idade adulta, e apresentam a sua biografia desde a chegada ao Porto para estudos em 1935, passando pelos primeiros lançamentos.